Tânia Maria no Oscar? Atriz do filme 'O Agente Secreto' passa por avaliação médica para saber se pode ir à premiação
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Atriz de 'O Agente Secreto' é avaliada por pneumologista na preparação para o Oscar
A atriz Tânia Maria, de 79 anos, passa por avaliação médica para verificar se tem condições de viajar para acompanhar a cerimônia do Oscar, em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos (veja vídeo acima). Ao interpretar a personagem Dona Sebastiana, a artista "rouba" a cena no filme "O Agente Secreto", indicado em quatro categorias da premiação.
Dona Tânia, como ficou conhecida a atriz potiguar, parou de fumar após 65 anos de vício. Por causa das décadas de tabagismo, ela desenvolveu uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPCO), caracterizada por sintomas como tosse, pigarro e falta de ar.
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Em seu perfil no Instagram, a pneumologista Zaida Cavalcanti publicou uma foto ao lado da artista e compartilhou informações sobre a consulta. "Ex-tabagista, com muitos anos de exposição ao cigarro, ela me procurou para investigar e tratar a DPOC", escreveu a médica.
Ainda conforme a médica, Dona Tânia procurou uma consulta com especialista para se preparar para a viagem internacional. Do Brasil para os Estados Unidos, o tempo de voo pode chegar a até 15 horas. Durante o trajeto, pode haver a diminuição da pressão, da temperatura e da concentração de oxigênio dentro da cabine. Por isso, pacientes com problemas respiratórios devem ter atenção.
"Como a viagem de avião é longa, seguiremos avaliando com responsabilidade se ela poderá realizá-la com segurança", disse Zaida Cavalcanti.
O filme do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho foi indicado em quatro categorias nos Oscar 2026: Melhor filme, Melhor seleção de elenco, Melhor filme internacional e Melhor ator, com Wagner Moura.
Pneumologista Zaida Cavalcanti e a atriz Tânia Maria após consulta
Reprodução/Instagram
Tratamento da DPOC
De acordo com Zaida Cavalcanti, a doença crônica evolui, muitas vezes, de forma silenciosa. Para que o diagnóstico seja feito, é necessária a realização de exames como a espirometria, que avalia a capacidade pulmonar, e tomografia, além de acompanhamento clínico.
A partir da compreensão do estágio da doença, é feito um plano de tratamento, que deve incluir acompanhamento contínuo e avaliações complementares. "Exames que nunca haviam sido realizados passam a trazer respostas importantes. Não para gerar medo, mas para orientar decisões e promover cuidado", postou a médica no Instagram.
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